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Como tornar a terapia intravenosa mais segura?

Higienizar corretamente as mãos, escolher adequadamente o cateter, realizar antissepsia criteriosa, fazer a manutenção e remover o dispositivo no tempo certo são algumas das ações que tornam uma terapia intravenosa.

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Higienizar corretamente as mãos, escolher adequadamente o cateter, realizar antissepsia criteriosa, fazer a manutenção e remover o dispositivo no tempo certo são algumas das ações que tornam uma terapia intravenosa mais segura.

Essas são boas práticas que diminuem os índices de eventos adversos apontados pela Anvisa, os quais mostram que entre 50% e 75% dos pacientes submetidos a terapias intravenosas sofrem algum tipo de complicação.

Manipulações em excesso do acesso venoso podem causar infecções?

Sim. Cada manipulação é uma porta de entrada para microrganismos. Quanto mais intervenções, maior o risco de infecção. Isso implica em complicações como infecção local e sistêmica, flebite, trombose, infiltração e extravasamento.

A solução para isso é reduzir o número de manipulações, com o uso de dispositivos com sistema fechado, válvulas e filtros, que proporcionam uma diminuição das aberturas do sistema e protegem mais o paciente que está sob cuidados.

Cateteres para acesso venoso são todos iguais?

Não, eles variam em calibre, comprimento, material e sistema de segurança. Cada dispositivo é projetado para um perfil específico de paciente, considerando suas características anatômicas e fisiológicas.

CaracterísticaNeonatoCriançaAdulto
Calibre24G ou menor22G a 24G18G a 22G
ComprimentoCurtoMédioLongo
Veias preferenciais

Cuidados específicos
Couro cabeludo, mãos
Avaliar idade, peso e condições de acesso
Mãos, pés, antebraço
Avaliar idade, peso e condições de acesso
Antebraço, dorsal da mão

Avaliar perfil do paciente e tipo de solução

O que considerar na hora de escolher o cateter venoso?

É importante destacar que usar o mesmo cateter para perfis diferentes sem adequação pode aumentar riscos de flebite, infiltração e extravasamento e trombose em alguns casos.

Por isso, a escolha deve sempre considerar:

  • Idade e peso do paciente;
  • Condição da veia (visibilidade, calibre);
  • Tipo e duração da terapia;
  • Viscosidade da solução a ser infundida.

Inclusive, a seleção do cateter em pediatria, por exemplo, deve levar em conta “o objetivo da terapia, a duração do tratamento, a viscosidade do fluido e as condições de acesso venoso da criança”. Em adultos, a decisão também passa pela avaliação do perfil do paciente e do tipo de solução a ser infundida.

Como aumentar a segurança na terapia intravenosa?

Pequenas escolhas diárias transformam o cuidado e elas se resumem a:

  • Higienizar as mãos antes e após qualquer manipulação;
  • Selecionar o cateter certo para o perfil do paciente;
  • Realizar antissepsia adequada da pele e aguardar o tempo de secagem;
  • Estabilizar o cateter com dispositivos apropriados (não usar fita comum);
  • Usar coberturas estéreis e transparentes para inspeção diária;
  • Manter a permeabilidade com flushing conforme protocolo;
  • Inspecionar o sítio diariamente e trocar curativos conforme necessário;
  • Remover o cateter assim que não for mais necessário.

 Quais características o cateter intravenoso deve ter?

Antes de escolher o cateter intravenoso ideal para o cuidado do seu paciente, é importante que alguns critérios sejam avaliados. Eles fazem muita diferença no sucesso do tratamento e trazem vantagens não só para os pacientes, mas também para o profissional de saúde.

CritérioO que é ideal?
CalibreMenor calibre possível para a terapia prevista
MaterialLivre de látex e PVC DEHP-FREE
SegurançaProteção contra acidentes com perfurocortantes (NR-32)
ConexãoVálvula neutra e sistema fechado
FixaçãoFacilidade de estabilização
Custo-benefícioSegurança x impacto nos custos assistenciais

Conheça o Intrasafe, tecnologia que protege

O Intrasafe, da GMI Medical, é um cateter com extensor acoplado, válvula e filtro para maior segurança. Disponível em diversos calibres, atende neonatos, pediátricos e adultos.

Suas funcionalidades foram desenvolvidas para atender diferentes perfis com segurança e eficiência.

  • Segurança NR-32: cobertura automática da agulha, prevenindo acidentes com perfurocortantes;
  • Sistema fechado: conexão em Y com válvula neutra, conforme RDC 45/2003;
  • Filtros bilaterais: preenchimento intermitente sem abrir o sistema;
  • Extensor acoplado: menos conexões, mais agilidade;
  • Versatilidade: diversos calibres, diferenciados por cores.

A terapia intravenosa mais segura exige escolhas objetivas em cada etapa e cuidar bem é seguir o protocolo e escolher as melhores ferramentas.

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Referências: 

1 – Disponível em: Práticas seguras para a prevenção de incidentes envolvendo cateter intravenoso periférico (ANVISA, 2022)

2 – Disponível em: Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde

3 – Disponível em: Guia-de-terapia-intravenosa—Fhemig.pdf

4– Disponível em: NR 32 atualizada 2022-2